Aviso

Queridos irmaos o chat esta aberto a todos ...aqueles que sentirem necessidade pode la fazer sua prece individual...usem e fiquem a vontade pq a espritualidade presente ira acolher depende unicamente da fé de cada um.....
Muita paz e luz a todos

terça-feira, 8 de outubro de 2013

PREPARATIVOS PARA O RETORNO


O  estudo  na  Mansão  era  fascinante,  mas  reclamava  tempo.  No  entanto,  a 
oportuni dade que nos fora oferecida era das mais valiosas.
Hilário  e  eu  solicitamos  o  assentimento  das  autori dades  a  que  devíamos 
consideração  e efetuamos  proveitosa entrosagem  de  serviços,  permanecendo  sediados 
no instituto por alguns meses, de maneira a recolher ensinamentos e fixar observações.
Foi  assim  que  nos  dispusemos  a  partilhar  com  Silas  o  trabalho  atinente  ao 
"processo Antônio Olímpio", a cuja fase inicial assistíramos com fervoroso interesse.
Após  seis  dias  sobre  a  reunião  em que  ouvimos  a  palavra  de  Sânzio,  o  grande 
Ministro,  a irmã  Alzira veio ao estabelecimento,  em obediência ao programa que Druso 
passou a traçar para as tarefas que lhe diriam respeito.
Designado pelo diretor da casa,  Silas  recebeu-a  em nossa  companhia,  alegando 
que,  juntos, atenderíamos ao problema, agindo em cooperação.  A nobre criatura, depois 
das saudações  usuais,  esclareceu-nos  que,  amparada  por  amigos  de certa  colônia 
socorrista,  fazia  o possível  por  ajudar  ao  filho que  deixara  na  Terra.  Luís,  cujo  espírito 
se afinava  com  os  antigos sentimentos  paternos,  apegando-se  aos  lucros  materiais 
exagerados - informou-nos a interlocutora -,  sofria tremenda obsessão no próprio lar. 
Sob  teimosa  vigilância  dos  tios  desencarnados,  que  lhe acalentavam  a 
mesquinhez,  detinha  larga  fortuna,  sem  aplicá-la  em  coisa  alguma.  Enamorara-se  do 
ouro  com  extremada  vol úpia.  Submetia a esposa e  dois  filhinhos,  às  mais  duras 
necessidades,  receoso  de  perder  os  haveres  que  tudo  fazia  por  defender  e  multiplicar. 
Clarindo  e  Leonel,  não  satisfeitos  com  lhe  seviciarem  a  mente,  conduziam  para a
fazenda  usurários  e  tiranos  rurais  desencarnados,  cujos  pensamentos  ainda  se 
enrodilhavam  na  riqueza  terrestre,  para  lhe  agravarem  a  sovinice.  Luís,  desse  modo, 
respirava  num  mundo  de  imagens  estranhas,  em  que  o dinheiro  se  erigia  em  tema 
constante. 
Perdera,  por  isso,  o  contacto  com  a  dignidade  social.  Tornara-se  inimigo da 
educação  e acreditava  tão-somente  no  poder  do  cofre  recheado  para  solucionar   as 
dificuldades da vida.  
Adquirira  o  doentio  temor  de  todas  as situações  em  que  pudessem  surgir 
despesas  inesperadas.  Possuía  grandes somas  em  estabelecimentos  bancários  que  a 
própria  companheira  desconhecia,  tanto  quanto  mantinha  em  custódia  no  lar  enormes 
bens.  Fugia  deliberadamente  à convivência  afetiva,  relaxara a  própria apresentação 
individual  e  encravara-se em  deplorável  misantropia,  obcecado  pelo  pesadelo  do  ouro 

que lhe consumia a existência.

fonte retirado do livro :AÇÃO E REAÇÃO
Francisco Cândido Xavier
Ditado pelo espírito André Luiz