Na terceira noite de nossa permanência na casa, o Instrutor Druso convidou-nos
para o círculo de oração.
Ação e Reação André Luiz
Silas explicava-nos, generoso, que teríamos oportuni dade para interessantes
estudos. O serviço da prece em conjunto, duas vezes por semana, era realizado na
Mansão em local próprio e, no decurso das atividades que lhe eram afetas,
materializavam-se, habitualmente, um ou outro dos orientadores que, de esferas mais
altas, superintendiam a instituição.
Nessas ocasiões, Druso e os assessores mais responsáveis recolhiam ordens e
instruções variadas, atinentes aos numerosos processos de serviço em movimento.
Questões eram respondidas, provi dências de trabalho eram, com segurança,
indicadas. E, decerto, mesmo nós, adventícios no estabelecimento, poderíamos
apresentar qualquer dúvida ou indagação para esclarecimento oportuno.
Regozijei-me.
Hilário, algo preocupado, inquiriu se devíamos obedecer a algum programa
especial, informando o Assistente que nos cabia apenas manter no santuário próximo o
coração e a mente escoimados de quaisquer idéias ou sentimentos indignos da
reverência e da confiança que nos compete dedicar à Providência Divina e
incompatíveis com a fraternidade que devemos sinceramente uns aos outros.
Vali-me de alguns instantes rápidos e roguei a inspiração de Jesus para que a
minha presença não fosse motivo de perturbação no ambiente amigo que se propunha
acolher-nos.
Logo após, seguindo o companheiro, Hilário e eu tivemos acesso a uma sala
simples, em que Druso nos recebeu, sorridente e bondoso.
Vasta mesa, ladeada de poltronas modestas em que se acomodavam dez pessoas
simpáticas, sete mulheres e três homens, apresentava cabeceira ampla, pondo em
destaque a grande poltrona em que o diretor da casa se sentaria.
Do outro lado, à nossa frente, surgia larga tela translúcida, medindo
aproximadamente seis metros quadrados.
Fora do círculo de pessoas que evidentemente emprestariam cooperação mais
ampla à tarefa em perspectiva, achavam-se três Assistentes, cinco Enfermeiros, duas
senhoras de aspecto humilde, Silas e nós.
Dispúnhamos, ainda, de tempo para a conversação edificante e discreta.
Aproveitei o ensejo para indagar do prestimoso amigo quanto às funções dos dez
companheiros que se formalizavam, em derredor do chefe da casa, como a lhe
robustecerem o pensamento.
Silas não se fez rogado e aclarou, de pronto:
- São amigos nossos que aprimoraram condições mediúnicas favoráveis à
realização dos serviços a se desdobrarem aqui. Colaboram com fluidos vitais e
elementos radiantes, alt amente sublimados, de que os nossos Instrutores se servem com
eficiência para se manifestarem.
fonte retirado do livro :AÇÃO E REAÇÃO
Francisco Cândido Xavier
Ditado pelo espírito André Luiz
