Temos assistido ultimamente, palestrantes espíritas dissertando sobre o hábito do tabagismo e o desejo da bebida alcoólica por parte de boa parcela da sociedade. É louvável o esforço dessas pessoas, preocupadas com o bem-estar e melhor qualidade de vida do Ser Humano. Não há dúvida de que o uso do fumo é nocivo à saúde, bem como, a bebida alcoólica em dose exagerada e continuamente, traz uma série de transtornos sociais, e quase sempre, problemas de saúde. Mas, vejo a problemática do uso e costume do fumo e do álcool, em proporções muito além do que vem sendo dissertado nas palestras nas Casas Espíritas. Não basta só apresentar os malefícios do uso e muito menos combater o usuário. A questão tem várias variantes e que não são debatidas. Vejamos, por exemplo: ● O palestrante que vai falar sobre esses hábitos, já buscou verificar: ● Quantos espíritas vivem em função da industrialização, produção, venda e consumo desses produtos? ● Quantos espíritas trabalham nas indústrias do fumo e da bebida alcoólica? ● Quantos espíritas são empresários do ramo de bares e restaurantes? ● Quantos espíritas são comerciantes do fumo e da bebida alcoólica? ● Será que esses espíritas já estão em condições de optar, abandonando o ramo de atividade que comercializa o fumo e a bebida alcoólica? Talvez, fosse mais producente e educativo, se o palestrante antes de dissertar sobre tais questões, primeiro observasse, se ele próprio não é um beneficiário da venda e con-sumo desses produtos por parte da população. O Movimento Espírita não pode e não deve ser hipócrita. A história registrou que a Igreja Católica fez verdadeira cruzada contra o anticoncepcional e, no entanto, era acionária de laboratórios que produziam a pílula; combateu o cinema e era acionária de companhias cinematográficas. Igualmente, os cantores também, indiretamente ganham dinheiro com o consumo do fumo e do álcool. Nas churrascarias é vendido fumo e bebida alcoólica, e os cantores lá estão alegrando os clientes; em eventos tradicionais de forró e outras festividades, quem mais ganha dinheiro são os negociantes do fumo e da bebida. E, no entanto, há cantores que são espíritas, como Nando Cordel e Silvério Pessoa, que participam dessas festividades. Será que o cantor, que é espírita, recusaria participar desses shows, em que a movimentação financeira está em cima da venda de bebida alcoólica? E aí, como ficaria a sua sobrevivência? Como se pode ver, a questão é muito mais abrangente do que a simples palestra de combate ao uso da bebiba alcoólica e do hábito de fumar de algumas pessoas. Não depende exclusivamente da “força de vontade” das pessoas, como geral-mente diz o palestrante inadvertidamente. Há todo um poder econômico influenciando a sociedade. E o espírita está inserido dentro dessa sociedade. O problema será resolvido com educação em longo prazo, daí porque a reencarnação é um processo sucessivo. Cabe ao espírita, sim, se esforçar no que for possível para se melhorar e consequentemente a sociedade em que vive. Antes de atacar o problema precipitadamente, façamos uma reflexão, para não falar irrefletidamente. Não estou fazendo apologia do uso do fumo e da bebida alcoólica. Não. Estou chamando a atenção do Movimento Espírita para a discussão do problema sem preconceitos e sem parcialidade. Vamos educar, mas sem hipocrisia. Vamos falar do assunto, mas sem fazer podação de comportamento, como vem ocorrendo nas Casas Espíritas, que toma atitude de segregação contra os sócios que ainda não se libertaram desses hábitos adquiridos. Daí é necessário o bom senso para não refletir um PENSAMENTO VIVO DA INSENSATEZ, que, aliás, é um outro tópico que gostariamos de abordar. Tratando Allan Kardec da identidade dos Espíritos (ver “O Livro dos Médiuns”, cap. XXIV), explica ele ser uma questão das mais delicadas. No entanto, recomenda-nos, observar-mos atentamente o conteúdo da linguagem. Ensina Kardec, que certas partes da forma material da linguagem podem ser imitadas, mas não o pensamento. E no parágrafo 261, elucida Kardec: “Jamais a ignorância imitará o verdadeiro saber” (...) “Em qualquer ponto, sempre aparecerá a pontinha da orelha”. Esta regra também é válida entre os encarnados. E foi mais ou menos o que se deu com determinado senhor, que dissertava sobre a “Mediunidade através do tempo”. Com modos que indicava boa educação e uma boa coerência na dissertação, seguia em “céu de brigadeiro” o entrevistado em um determinado programa de televisão (“Amor ao próximo” no canal 14), cujo nome é bastante enganador. No final, o apresentador perguntou qual o livro de cabeceira do entrevistado. E ele, bem a vontade respondeu: - Os livros de Ramatis, especialmente, “Fisiologia da Alma”. O entrevistado confirmava Kardec: “Em qualquer ponto, sempre aparecerá a pontinha da orelha”. O tal senhor, com nome de russo – Wladilson - se apresentava como espírita, inclusive dirigindo reunião de “ensino doutrinário” em determinada casa, dita espírita – grupo espí-rita Amor ao Próximo – GEAP, de Piedade -, deixava apa-recer a pontinha da orelha. Ora, ficava claro que se tratava de um “espírita de nome”, ou como diria Kardec “espírita de contrabando”. Os livros do Espírito Ramatis não são espíritas e nem o próprio. Se o espírita quer ler tais livros, que o faça isso aju-dará a fazer uma análise judiciosa sobre o conteúdo do livro. Agora, é inadmissível que o indivíduo compareça a um pro-grama de televisão, que se apresente como espírita e indique tal livro como obra espírita. São questões desse teor que Djalma Farias não perdoava. De personalidade formada por traços fortes, nesses mo-mentos em que via a Doutrina Espírita sendo deturpada por indivíduos sem compromisso com a doutrina, tornava-se can-dente e austero. Assim é que dizia ele: “(...) É esta precisamente a hora de definição dos valores materiais, morais e intelectuais, postos a serviço da causa espí-rita, a hora em que se evidenciarão os trabalhadores verdadeiros e fiéis do Cristo, dos quais os apressados e os desavisados estão naturalmente se distanciando, pois, tudo está indicando que estes últimos vão seguindo um caminho, que os afastará daquelas normas e métodos traçados primitivamente pelo sábio Codi-ficador lionês.” (“Obras Completas de Djalma Farias”, p. 17). E por falar sobre a falta de compromisso com a Doutrina Espírita, tivemos no último dia 20 de novembro um bom exemplo. O Lar Ceci Costa (Instituto Allan Kardec), com apoio da CEE – Comissão Estadual de Espiritismo, reali-zou um seminário com o sr. Roger Bottini Paranhos, de Mi-nas Gerais. Este senhor é o novo médium (talvez, o 4º) do Espírito Ramatis e veio lançar um livro, dito psicografado. Isto é que é desrespeito a Doutrina Espírita. Realiza-se um seminário em uma casa que tem por nome Instituto Allan Kardec e convida um representante do mediunismo para fa-zer o lançamento de uma obra de caráter não-espírita e que é frontalmente contrária aos ensinos da Doutrina Espírita. Tudo por dinheiro, o ingresso custava R$ 10,00 (em prol das obras assistenciais da casa). Que bonito, não é mesmo! E o Espiritismo que se dane!!! Paulo de Almeida |
Que Deus vos abencoe sempre neste cantinho de reflexão e divulgação da doutrina espirita
Aviso
Queridos irmaos o chat esta aberto a todos ...aqueles que sentirem necessidade pode la fazer sua prece individual...usem e fiquem a vontade pq a espritualidade presente ira acolher depende unicamente da fé de cada um.....
Muita paz e luz a todos
