"Ante as dificuldades do cotidiano, exerçamos a paciência, não apenas em auxílio aos outros, mas igualmente a favor de nós mesmos.” (Emmanuel. Livro Encontro Marcado).Semana passada encerramos falando sobre as metas da tal Reforma Íntima que estamos buscando nestes encontros. Mostramos, ainda uma vez, que nosso enfoque não é sobre os arrogantes e prepotentes ou nos egoístas declarados, mas nas pessoas que passam por um processo (ou até uma vida toda), de baixa auto estima e que deparam-se com momentos do cotidiano em que doam muito de si e são menosprezados ou até mesmo não valorizados. Aliás, sabido é que a vida nos trata como nós nos tratamos. Se não nos valorizamos, quem haverá de fazê-lo, não é mesmo? Se sempre estamos em posição de fragilidade, de necessidade de proteção e até mesmo de incapacidade frente ás situações, como queremos ser tratados? Na hora em que tentarmos elevar nossa voz para uma postura diferente, virão muitas outras mostrando-nos aquilo que mostramos por tantos anos ou momentos. E deveremos ser fortes e serenos, para lidar com uma situação que nós mesmos construímos.Falamos no encontro passado das mulheres-mães-esposas que se dedicam inteiramente ao lar ou á família e não seria diferente com muitos homens que trazem o conforto e o alimento ao lar, são educados e serenos, estão sempre solícitos e são tratados como objetos. A mulher sempre lhe dirige palavras rudes e nunca está satisfeita com o que possuem, enfim, são desvalorizados diante de seu empenho e trabalho e se deixam desvalorizar, porque também já se perderam de si próprios, aceitando um ambiente sufocante e crítico, cheio de asperezas e incompreensões. Neste ponto, durante os estudos, falamos sobre dignidade e, hoje, antes de atualizar o site, encontrei uma matéria interessante que fala sobre a dignidade.
Neste ponto, nós podemos até questionar: mas pessoas assim não estão precisando de reforma íntima, estão precisando de análise, de auto-estima e amor próprio. E não será isso uma Reforma Íntima? Por que só podemos compreender as pessoas que precisam se modificar como aquelas que são egoístas, que são orgulhosas, que são mesquinhas, mentirosas e por aí em diante?
Talvez os egoístas e mesquinhos nos sejam mais nocivos e mereçam mais de nossa preocupação, não? Pessoas que se auto anulam e que deixam a vida passar pelos dedos, também precisam rever seus valores e conceitos. Também precisam reavaliar as suas posturas e, com muita certeza, não são pessoas perfeitas que apenas abandonaram-se de si mesmas.
Quantos pretensos caridosos não vemos por aí que, por detrás da máscara da passividade não ocultam o orgulho e a vaidade? O homem de bem, ou seja, a nossa meta, é aquele homem, ou espírito, que pratica a lei de justiça, amor e caridade na sua mais completa pureza. Acaso estarão praticando-a consigo próprios, aqueles que possuem uma auto-estima decaída? Acaso estarão cumprindo com as leis de Deus ao se postarem como vítimas de si próprios e da vida? Será que no fundo não estão sendo egoístas e até fugindo ás suas próprias responsabilidades?
Comentei com Ieda que o tema da quinta-feira retrasada, na sala Momento Fraterno, era de uma profundidade ímpar. O egoísmo, segundo a orientação que encontramos no Livro dos Espíritos, é o vício mais radical que podemos encontrar. Fomos alertados em vários momentos, e ainda o somos, que é do egoísmo que se deriva todo o mal. Vícios diversos são a grande demonstração do egoísmo. Seja vício envolvendo drogas, seja o vício sexual (quem será que está sentindo prazer ou evidenciando as próprias necessidades, não é mesmo?), seja o vício da maledicência (cuidar da vida alheia é um vício e traz profundos malefícios, além de demonstrar falta de justiça, amor e caridade, virtudes estas compatíveis com a elevação moral). O que nos foi alertado e deve servir como referencial é que o egoísmo é uma grande chaga, talvez tão grande quanto o orgulho, e que está embutido em vários pontos de nosso viver.
Emmanuel nos diz:(...)“O egoísmo, esta chaga da humanidade, deve desaparecer da Terra, porque impede o seu progresso moral. É ao Espiritismo que cabe a tarefa de fazê-la elevar-se na hierarquia dos mundos. O egoísmo é, portanto o alvo para o qual todos os verdadeiros crentes devem dirigir suas armas, suas forças e sua coragem. Digo coragem, porque esta é a qualidade mais necessária para vencer-se a si mesmo do que para vencer aos outros. Que cada qual, portanto, dedique toda a sua atenção em combatê-lo em si próprio, pois esse monstro devorador de todas as inteligências, esse filho do orgulho, é a fonte de todas as misérias terrenas. Ele é a negação da caridade, e, por isso mesmo, o maior obstáculo à felicidade do homem.”(1)
Emmanuel prossegue dizendo que o egoísmo é o grande entrave ao cristianismo na face da Terra, e quê mais é o cristianismo do que a lei de amor? Sem amor nada seremos nada realizaremos. Observemos, então, que se não retirarmos de nós mesmos essa grande chaga, não conseguiremos retirá-la da humanidade. Quantas e quantas passagens nos são ditas para que façamos e, à luz de nossos exemplos, muitos haverão de nos seguir. Exemplifiquemos o melhor, então, não? André Luiz nos diz:(...)Difunde a humildade, buscando a Vontade Divina com esquecimento de teus caprichos humanos e os companheiros de ideal, fortalecidos por teu exemplo, olvidarão a si mesmos, calando as manifestações de vaidade e de orgulho.(2)Nos ocupamos tanto com coisas desnecessárias. Busquemos o necessário. Verifiquemos quando estamos sendo egoístas e quando estamos sendo individualistas. Queiramos mais o bem do próximo do que o nosso próprio e, com certeza, tudo ao redor haverá de se modificar. Não nos iludamos, porém, que será como num passe de mágica. Os problemas se repetirão e as dificuldades também, talvez travestidos de novas situações ou de situações idênticas, mas com certeza virão novamente para o nosso crescimento e evolução.
Talvez os egoístas e mesquinhos nos sejam mais nocivos e mereçam mais de nossa preocupação, não? Pessoas que se auto anulam e que deixam a vida passar pelos dedos, também precisam rever seus valores e conceitos. Também precisam reavaliar as suas posturas e, com muita certeza, não são pessoas perfeitas que apenas abandonaram-se de si mesmas.
Quantos pretensos caridosos não vemos por aí que, por detrás da máscara da passividade não ocultam o orgulho e a vaidade? O homem de bem, ou seja, a nossa meta, é aquele homem, ou espírito, que pratica a lei de justiça, amor e caridade na sua mais completa pureza. Acaso estarão praticando-a consigo próprios, aqueles que possuem uma auto-estima decaída? Acaso estarão cumprindo com as leis de Deus ao se postarem como vítimas de si próprios e da vida? Será que no fundo não estão sendo egoístas e até fugindo ás suas próprias responsabilidades?
Comentei com Ieda que o tema da quinta-feira retrasada, na sala Momento Fraterno, era de uma profundidade ímpar. O egoísmo, segundo a orientação que encontramos no Livro dos Espíritos, é o vício mais radical que podemos encontrar. Fomos alertados em vários momentos, e ainda o somos, que é do egoísmo que se deriva todo o mal. Vícios diversos são a grande demonstração do egoísmo. Seja vício envolvendo drogas, seja o vício sexual (quem será que está sentindo prazer ou evidenciando as próprias necessidades, não é mesmo?), seja o vício da maledicência (cuidar da vida alheia é um vício e traz profundos malefícios, além de demonstrar falta de justiça, amor e caridade, virtudes estas compatíveis com a elevação moral). O que nos foi alertado e deve servir como referencial é que o egoísmo é uma grande chaga, talvez tão grande quanto o orgulho, e que está embutido em vários pontos de nosso viver.
Emmanuel nos diz:
Emmanuel prossegue dizendo que o egoísmo é o grande entrave ao cristianismo na face da Terra, e quê mais é o cristianismo do que a lei de amor? Sem amor nada seremos nada realizaremos. Observemos, então, que se não retirarmos de nós mesmos essa grande chaga, não conseguiremos retirá-la da humanidade. Quantas e quantas passagens nos são ditas para que façamos e, à luz de nossos exemplos, muitos haverão de nos seguir. Exemplifiquemos o melhor, então, não? André Luiz nos diz:
