Em todo o desenrolar da Carta do Espírito de Walter , sentimos o pulsar de um coração
fremente de amor engrandecido.
Amor a Deus... afirmando: “Deus estáem nós e devemos permanecer em Deus.”
Amor à vida... exclamando: “Meu Deus,a vida é maravilhosa.”
Amor ao trabalho...esclarecendo: “A vida prossegue, e nós prosseguimos trabalhando.”
Amor aos seus íntimos e aos amigos da família... com dedicação especial à sua “querida
velhinha” , expressão de tratamento que sempre usou para com sua mãe: “Venho rogar à
senhora,minha santa velhinha, parasorrir e viver.”
Destarte, diante destas manifestações de elevado sentimento, podemos repetir com o
Autor Espiritual:
O amor ,mais uma vez, venceu a morte!
A morte física nada mais é do que uma mudança de estado, a transferência do Espírito –
ser inteligente dacriação – do escafandro carnal para umPlano de vibrações mais sutis.
A campa é o marco do nosso regresso à realidade maior , retorno ao Mundo eterno,
normal e primitivo do Espírito imortal – mas essa viagem não opera milagres em
ninguém. Continuamos os mesmos, com a nossa individualidade, que é um dos atributos
básicos do Espírito. As virtudes ou as imperfeições morais, a sabedoria ou a ignorância,
que fazem moradaem nosso ser , não sofrem mutações repentinas.
Comentando sobre a vidaalem damorte,elucida-nos Emmanuel:
“Atravessado o grande umbral do túmulo, o homem deseducado prossegue reclamando
aprimoramento.
A criaturaviciada continuaexigindo satisfações aos apetites baixos.
O cérebro desvairado, entre indagações descabidas, não foge, de imediato, ao poço de
obscuridades em que se submergiu.
E a alma de boa-vontade encontra mil recursos para adiantar-se na senda evolutiva,
amparando o próximo e descobrindo na felicidade dos outros a própria felicidade. ”
(XAVIER, Francisco Cândido – Roteiro –pelo Espírito Emmanuel– 3ª ed., Riode Janeiro,
FEB [1972] –cap. 29)
Walter é o Espírito de boa-vontade que se atirou em auxilio aos entes queridos, que
ficaram na T erra, presos a problemas aflitivos, mesmo antes de uma completa adaptação
em sua nova vida e de gozar pleno equilíbrio emocional, pois confessa que, embora
“balançando entre melhoras e quedas súbitas de emoção”, sofreu muito, ao ver sua
estimadíssimaprogenitora hospitalizada por suacausa.
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Evidentemente, logo que pôde, integrou-se a equipes socorristas do Mundo Espiritual,
cooperando decisivamente na recuperação da saúde materna: “Foi o meu primeiro
trabalho aqui, arrancá-la daqueles momentosde angustia.”
Contudo, não ignorava que uma cartinha sua, com palavras de conforto e de orientação,
muito ajudaria no reequilíbrio emocional da mãezinha idolatrada e de seus familiares
inesquecíveis.E,passou atrabalhar tambémcom esse objetivo.
Mas, sabemos que o numero de entidades espirituais que procuram aproximar-se dos
seus entes amados encarnados, de um modo mais direto ou concreto, por via mediúnica,
é enorme. E os médiuns – que trabalham com humildade e devotamento sincero ao
próximo, constituindo intermediários seguros e fieis entre o Aqui e o Alem – são,
naturalmente, os mais procurados, formando com o tempo uma fila imensa de
postulantes. É uma lei geral da vida. Como o trabalho de um médium muito solicitado
tem um limite de atendimento, entendemos claramente a afirmativa de Walter: “Mamãe
querida,lutei muito por estes minutos.”
Quantas situações aqui no plano terráqueo ficariam conturbadas e, às vezes, seriamente
comprometidas, se o intercambio entre os habitantes dos Dois Mundos – material e
espiritual– fosse franqueado amplamente!
Entendemos, assim, que as comunicações autenticas obedecem a diretrizes superiores
para queelasse processem com real proveito a todos.
Walter , pelo seu trabalho assistencial, com base no amor puro e pelas suas intenções
enobrecidas, resultantes de maturidade espiritual invejável, conquistou o mérito de
transmitir , através de umlápismediúnico honrado, tudo o que queria eprecisavadizer .
Facilmente se observa que a carta, endereçada por intermédio do correio mediúnico, é
rica em informações comprobatórias de suaautenticidade.
Não bastando as características da personalidade ativa e amorosa de Walter ,
extravasadas nessa missiva, deparamos com numerosas citações totalmente confirmadas
pela suafamília, asquaiscomprovam alegitimidade damesma.
NOTAS ELUCIDATIVAS
Por ordem de aparecimento no texto, esclareceremos as referencias contidas na
mensagem:
1) mamãe e papai – D. Maria D. Perrone e Sr . Muril’o Perrone, residentes em São
Paulo,à Rua Emilio Mallet, n°244, T atuapé.
2) Suely– Suely Perrone, esposa.
3) Wilma – Wilma Marinho, empregada da casa, muito estimada pela família
Perrone.
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4) Waltinho– Walter Perrone Filho, nasceu 2meses após adesencarnaçãodo pai.
5) Soninha– Sonia Aparecida Perrone, irmã.
6) Berto– Carlos Roberto Perrone, irmão.
7) Minhavelhinha– Quandoencarnado,assim tratava a sua mãe.
8) Su– Na intimidade,assimchamava asua esposa,Suely Perrone.
9) Santa Helena – Hospital onde D. Maria Perrone ficou internada, 3 meses após a
desencarnaçãodo filho.
10) Avô Perrone – Carlos Perrone, desencarnado em 6/11/1962, aos 66 anos de
idade.
11) Mariazinha – Mãe de um colega do Autor Espiritual. Faleceu 4 anos antes de
Walter .
12) Tia Isaura – Isaura D. Hernandes, madrinha de Walter , porem, carinhosamente,
ele a chamavade “Tia Isaura. ”
13) Tia Guida – Margarida D.Campoi, também carinhosamente tratada por “Tia
Guida” .
14) Doutor Massau – Dr . Massau Simizo, medico da família e do Hospital Santa
Helena.
15) Doutora Harliey – Dra. Harliey Fernandes Rizzo, amiga dafamília.
16) Doutor Edgard– Dr . Edgard de Barros,medico dafamília, há30 anos.
17) Rua Vilela– local da industria de propriedade dafamília, daqualera sócio.
18) 14 de fevereiro– datado desenlace.
19) Carlos – irmão já mencionado, porem, este era o modo como o tratava
comercialmente; naintimidade ochamavade Berto.
20) Sonia– Sonia Constantino Perrone, esposa de Carlos.
fonte retirado do livro:AMOR SEM ADEUS
FRANCISCOCÂNDIDO XA VIER
Ditados por
Espíritos Diversos
(W alter e HércioMarcos C. Arantes).
