Aviso

Queridos irmaos o chat esta aberto a todos ...aqueles que sentirem necessidade pode la fazer sua prece individual...usem e fiquem a vontade pq a espritualidade presente ira acolher depende unicamente da fé de cada um.....
Muita paz e luz a todos

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

ENCONTRO NO LAGO AZUL


Um carro deslizava pelaVia anhanguera,transportando, de regresso a São Paulo,uma
aflitiva mãe eseus doisfilhos jovens./era um grupofamiliar traumatizado.
T rês meses antes uma dolorosaprovação atingiutoda afamília, pois, umdos seus
queridos componentes,um belo e forte rapaz de apenas 23 anos, faleceu
inesperadamente.
D.Maria Perrone, suamãe, profundamente chocadacom o acontecimento, vivia agora sob
a ação de calmantes em tratamento médico constante.
Nessa viagem a Campinas, D.Mariaestavaacompanhada de seus filhos,Berto e Soninha.
Embora,sem disposiçãopara qualquer passeio, presa desde cedo a umamelancolia
torturante,cedeu à insistênciados jovens.No percurso, mesmo com belaspaisagens
desdobrando-se aos seusolhos, não conseguialibertar-se por algumas horasda grande
saudade.Ao contrario, em alguns instantes, chegava a sentir-se ao lado do inesquecível
filho, W alter . Quantasvezes havia feito aquele mesmo trajeto com ele...
Ao se aproximaremdo Restaurante Lago Azul houve uma divergênciade opiniões entre
Soninhae Berto. Aquele era o pontode paradado irmão falecido, onde,por varias vezes,
todos elestomaram refeições juntos.Assim, alegando razoes de ordem sentimental,ela
preferia umoutro restaurante. Mas, Berto insistiu em pararnaquele local para
almoçareme, com o apoio de suamãe, convenceu a irmã.
Após a refeição,Berto demorou-se mais do quehabitualmente,quedando-se pensativo,
chegando a provocar ,após algum tempo,a reação de suairmã:
- Precisamos ir logo, Berto, poisnão podemos chegar muito tarde.
Ao saírem do restaurante,jáno interior do automóvel, ofilho teve a impressão de
identificar Chico Xavier , que chegavaao local,emboranuncao tivesse visto
pessoalmente. Era-lhe,evidentemente, uma figura conhecidapela imprensae televisão.
A família Perrone, católica,nuncase haviaaproximado do Espiritismo,Doutrinaonde
Xavier se destacava como umdos médiunsmaisoperosos.
Berto comunicaaos familiares suaidéia.
D.Maria játinha ouvidofalar naquele homem –possívelintermediário entre os vivos e os
mortos–e intimamente nutriao desejo de encontrá-lo. Mas, católica fervorosa,buscara,
ate então, lenitivo e esclarecimento somente em sua religião. Como alguémperdido num
imenso mar de melancoliae aflições, vê na figurasimples eacolhedora do médium um
possível barco salva-vida.Nesse instante crítico de sua existência,reunindo energias
íntimas,venceu o preconceito e, descendorápida do veiculo,aproximou-se do médium,
dizendo:
- Desculpe-me, se estou enganada;o senhor é Chico Xavier?
De pronto,Xavier , que aliestavaem companhia de algunsamigos,respondeu-lhe:
- Sim,minhasenhora.
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- Meu irmão, necessito de sua palavra de conforto, faz hoje três meses que perdi um
filho.
- Jásei. É a família P errone.
A afirmativado médiumcausou-lhe grande ecomovente surpresa.
E, em seguida,Chico fez uma pergunta não menos surpreendente:
- O menino já nasceu? T em o nome do pai?
Soninhae sua mãe emudeceram atônitas. Berto ficoutrêmulo.
Walter – oprimogênito do casalSr . Murillo e D. Maria – falecido a14 de fevereiro de
1974,haviadeixado a esposa grávida de 7meses. E, nadatado primeiro encontro da
famíliacom o médium, o nenê jáhavianascidoe realmente recebido o nome de seupai.
Compreendemos que Xavier foiantecipadamente,por via mediúnica,informado dos
acontecimentos que afligiam amãe e seusfilhos.
Refazendo-se das profundas emoções provocadaspelo inesquecíveldiálogo, D. Maria
confirmou ao médiumo que ele mesmo haviadito à família, sem que os conhecesse.E,
sentindo-se ao lado de alguém, que poderiaestabelecer umareaproximação, pelo menos
informativa, comseuamado filho desencarnado,suplica-lhe notíciasdo mesmo. Na
ocasião,desconheciatotalmente o que era mediunidade,mas diante de revelações claras
e insofismáveis,ainda mais, proferidas num encontro casual, não teve dúvidasem fazer
tal pedido. Os seusolhos, marejados de lagrimas,vislumbravam agorauma ponte segura
entre nós eos que já atravessaram orio inevitável da morte.
- Eo meufilho como está,Chico? Onde está ele?
O médiumtinhacompromissos inadiáveis à sua espera; companheiros concitavam-no a
seguir viagem, mas, sem se alongar em explicações,contou a mãe suplicante:
- O seu filho está sempre com a senhora.No momentooportunonós nos encontraremos
e, se Deuspermitir , a senhora receberá uma palavra dos AmigosEspirituais.Ainda não
chegou a hora.
Após a despedida,mãe e filhos choraramde emoção.Não viam omomento de chegarem
a São Paulo, paratransmitirem aos seus oacontecimento auspicioso.
Comesse feliz e inesperado encontro, brotava naqueles corações umaesperança nova,
um primeiro raio de sol após longo inverno de dolorosa e bruscaseparação entre almas
queridas.


fonte retirado do livro:AMOR SEM  ADEUS
FRANCISCOCÂNDIDO XA VIER
Ditados por
Espíritos Diversos
(W alter e HércioMarcos C. Arantes).