Aviso

Queridos irmaos o chat esta aberto a todos ...aqueles que sentirem necessidade pode la fazer sua prece individual...usem e fiquem a vontade pq a espritualidade presente ira acolher depende unicamente da fé de cada um.....
Muita paz e luz a todos

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O PASSE MAGNÉTICO E SEUS LIMITES



ASTOLFO OLEGÁRIO DE OLIVEIRA FILHO
Londrina - PR



Revista Espírita de 1866, item 80:
- A Revista volta a tratar das curas realizadas pelo sr. Jacob, retificando alguns dados constantes do artigo anteriormente publicado sobre o zuavo curador. O codificador aproveita o ensejo para explicar que existe uma diferença radical entre os médiuns curadores e os receitistas. Os primeiros curam apenas pela ação fluídica, em mais ou menos tempo, às vezes instantaneamente, sem o emprego de qualquer remédio. O poder curativo está todo no fluido depurado a que servem de condutores. A aptidão para curar é inerente ao médium, mas o exercício da faculdade só se dá com o concurso dos Espíritos, de onde se segue que, se os Espíritos não querem, o médium é como um instrumento sem músico e nada obtém. Ele pode, pois, perder instantaneamente a sua faculdade, o que exclui a possibilidade de transformá-la em profissão. (Págs. 347 e 348.)

Revista Espírita de 1866, item 81:
- Kardec relaciona, a seguir, os casos em que a ação fluídica é impotente para promover a cura. Compreende-se, diz o codificador, que a ação fluídica possa dar sensibilidade a um órgão, fazer dissolver e desaparecer um obstáculo ao movimento e à percepção, cicatrizar uma ferida, porque nesses casos o fluido torna-se um verdadeiro agente terapêutico; mas é evidente que não pode remediar a ausência ou a destruição de um órgão, o que seria um verdadeiro milagre. Assim, a vista poderá ser restaurada a um cego por amaurose, oftalmia, belida ou catarata, mas não a quem tivesse os olhos estalados. Existem, pois, doenças fundamentalmente incuráveis e seria ilusão crer que a mediunidade curadora vá livrar a Humanidade de todas as suas enfermidades. (Págs. 348 e 349.)

COMPORTAMENTO DO PACIENTE

Revista Espírita de 1865, pp. 205 e 206:
- Um jovem cego há 12 anos tinha sido recolhido por um espírita dedicado, que se propôs curá-lo pelo magnetismo, pois os Espíritos haviam dito que isso era possível. Ocorre que o jovem, em vez de se mostrar reconhecido pela bondade do amigo, só teve ingratidão e mau procedimento, dando provas do pior caráter.
- A enfermidade do rapaz não era incurável, explicou São Luís. Uma magnetização espiritual praticada com zelo, devotamento e perseverança certamente teria êxito, ajudada por um tratamento médico destinado a corrigir seu sangue viciado. Sua visão teria sensível melhora, se os maus fluidos de que estava cercado não opusessem um obstáculo à penetração dos bons fluidos. “No estado em que se encontra – ajuntou São Luís –, a ação magnética será impotente enquanto, por sua vontade e sua melhora, não se desembaraçar desses fluidos perniciosos. É, pois, uma cura moral que se deve obter, antes de buscar a cura física.
- Um retorno sério sobre si mesmo era a única coisa que poderia tornar eficazes os cuidados de seu magnetizador; do contrário, perder-se-ia o pouco de luz que lhe restava e novas provações o acometeriam. Os maus Espíritos que o assediavam só agiam assim porque eram atraídos pela afinidade com os seus maus pendores. À medida que se melhorasse, eles se afastariam e a ação magnética produziria o efeito desejado. (Pág. 206.)

Missionários da Luz, p. 326:
- Uma mulher  portava uma nuvem negra na região do coração e da válvula mitral: a mente pode intoxicar-se com as emissões mentais daqueles com quem convive. Ela tivera sérios atritos com o esposo naquele dia. Com o passe, a porção de matéria negra deslocou-se e veio aos tecidos da superfície, espraiando-se sob a mão irradiante, ao longo da epiderme (M.L., p. 326);

Missionários da Luz, p. 333:
                - Certo homem era tão irritadiço e de mente invigilante, que seus rins pareciam envolvidos em crepe negro, tal a densidade de matéria mental fulminante que os cercava (M.L., 333);

- Um cavalheiro idoso apresentava o fígado e o baço em enorme desequilíbrio: o passe só lhe daria alívio, mas não a cura. "Após dez vezes de socorro completo, é preciso deixá-lo entregue a si mesmo, até que adote nova resolução", diz Anacleto. (M.L., p. 334). O homem, apesar de simpatizar com o Espiritismo, é portador de um temperamento menos simpático, por ser extremamente caprichoso. Estima as rixas freqüentes, as discussões apaixonadas, o império de seus pontos de vista. Encoleriza-se com facilidade e desperta a cólera e a mágoa dos que lhe desfrutam a companhia. Ficará agora entregue a si mesmo (M.L., p. 333);

NATUREZA DO MAL

            Entre a Terra e o Céu, de André Luiz, cap. 34:
- André indagou ainda se a freira já es­tava informada sobre a existência de vida noutras esferas e noutros mundos. Clarêncio meneou a cabeça e respondeu: "Isso não. Ela não ofe­rece a impressão de quem se libertou do círculo das próprias idéias para caminhar ao encontro das surpresas de que o Universo transborda. Mentalmente, revela-se adstrita às concepções que elegeu na Terra, como sendo as mais convenientes à própria felicidade". Era preciso, porém, ter por ela a maior consideração pelo bem que praticava. O mo­mento de seu entendimento chegaria na hora certa, porque cada Espírito tem uma senda diversa a percorrer, como os planetas possuem rota pró­pria. No caso de Mário Silva, a lição maior a ser destacada era a da sementeira e dos seus frutos. O enfermeiro, apesar da sua ruinosa im­pulsividade, era prestimoso no atendimento aos enfermos, tornando-se credor do carinho alheio. Embora não devotado às lides religiosas, irritável e agressivo, revelava-se correto cumpridor de seus deveres e sabia ser paciente e caridoso, no desempenho das próprias obrigações, com o que granjeou a simpatia de muitos... Disso é que decorria o atendimento prestado pela irmã desencarnada. O ensinamento era efeti­vamente comovedor, mas acabou sendo interrompido pelos gemidos de Má­rio, que, impressionado com a morte de Júlio, conservava aflitivo com­plexo de culpa e tinha seu pensamento ligado ao falecido, à maneira de imagem fixada na chapa fotográfica. Mário havia passado o dia acamado, sob extrema perturbação, e nem mesmo foi à casa de Antonina, conforme previa, porquanto se sentira vencido, envergonhado. André perguntou se não seria possível socorrê-lo através de passes magnéticos, ao que Clarêncio respondeu, seguro de si: "O auxílio dessa natureza ampara-lhe as forças, mas não resolve o problema. Silva deve ser atingido na mente, a fim de melhorar-se. Requisita idéias renovadoras e, no mo­mento, Antonina é a única pessoa capaz de reerguê-lo com mais segu­rança". E acrescentou: "Tudo na vida tem a sua razão de ser. Noutra época, Silva, na personalidade de Esteves, aliou-se a Antonina, então na experiência de Lola Ibarruri, para se afogarem no prazer pecami­noso, com esquecimento das melhores obrigações da vida. Atualmente, estarão reunidos na recuperação justa. Os que se associam na levian­dade, à frente da Lei, acabam esposando enormes compromissos para o reajustamento necessário. Ninguém confunde os princípios que regem a existência". Clarêncio informou, então, que no dia seguinte à tarde eles voltariam à casa de Mário, para conduzi-lo à residência de Anto­nina. Pouco depois, a freira regressou ao aposento do enfermeiro, as­sistida por outra irmã, que os cumprimentou com atenciosa reserva. Am­bas haviam sido designadas para a tarefa de auxílio ao cooperador do­ente. A congregação encarregar-se-ia de todos os trabalhos de vigilân­cia e enfermagem espiritual, enquanto Mário assim permanecesse. (Cap. XXXIV, págs. 224 a 226)

Revista Espírita de 1866, item 81:
- Kardec relaciona, a seguir, os casos em que a ação fluídica é impotente para promover a cura. Compreende-se, diz o codificador, que a ação fluídica possa dar sensibilidade a um órgão, fazer dissolver e desaparecer um obstáculo ao movimento e à percepção, cicatrizar uma ferida, porque nesses casos o fluido torna-se um verdadeiro agente terapêutico; mas é evidente que não pode remediar a ausência ou a destruição de um órgão, o que seria um verdadeiro milagre. Assim, a vista poderá ser restaurada a um cego por amaurose, oftalmia, belida ou catarata, mas não a quem tivesse os olhos estalados. Existem, pois, doenças fundamentalmente incuráveis e seria ilusão crer que a mediunidade curadora vá livrar a Humanidade de todas as suas enfermidades. (Págs. 348 e 349.)

Revista Espírita de 1865, pp. 4 a18:
- O sr. Dombre, de Marmande, relata as crises convulsivas experimentadas por Valentine Laurent, de 13 anos. Essas crises, além de se repetirem várias vezes por dia, eram de tal violência que cinco homens tinham dificuldade de mantê-la na cama. Tratava-se de um caso obsessivo dos mais graves, produzido pelo Espírito de Germaine, que se revelou em 16/9/1864.
- Valentine era sensível ao tratamento recebido do sr. Dombre por meio da imposição de mãos, mas, tão logo ele se afastava, voltavam as crises. Depois de um longo tratamento e de hábeis instruções transmitidas a Germaine, o Espírito que perturbava Valentine, o processo obsessivo chegou ao fim e tudo se explicou.
- Germaine, arrependida, pediu perdão à menina e disse que agora se sentia outra pessoa, porquanto a prece que derramaram sobre seu Espírito tornara sua alma mais limpa e extinguira sua sede de vingança. No dia seguinte, a conselho dos guias espirituais, o sr. Dombre fez com que Valentine adormecesse todos os dias pelo sono magnético, de modo a livrar-se completamente da ação dos maus fluidos que a tinham envolvido e, ao mesmo tempo, fortificar o seu organismo. É que, desde a libertação, a jovem experimentava mal-estar, incômodos do estômago, pequenos abalos nervosos, conseqüências do processo obsessivo.
- À margem do caso, Kardec indaga: “Para que teria servido o magnetismo se a causa tivesse subsistido?” Era preciso primeiro destruir a causa, antes de atacar os efeitos, ou, pelo menos, agir sobre ambos simultaneamente, esclarece o Codificador, mostrando que o magnetismo, por si só, é incapaz de curar as obsessões graves.

Revista Espírita de 1864, pp. 11 a17:
            - Ao concluir seu relato a respeito do caso de possessão da srta. Júlia, Kardec afirma que, se há um gênero de mediunidade que exija uma superioridade moral, é, sem contradita, o trato da obsessão, pois é preciso ter o direito de impor sua autoridade ao Espírito. No caso de Júlia e em todos os casos análogos, o magnetismo simples, por mais enérgico que fosse, seria insuficiente. Era preciso agir sobre o Espírito obsessor, para o dominar, e sobre o moral da doente.
- Constitui também erro dos mais graves não ver na ação magnética mais que simples emissão fluídica, sem levar em conta a qualidade íntima dos fluidos. Na maioria dos casos, o sucesso repousa inteiramente nestas qualidades. A magnetização pode, em certos casos, ser até mesmo funesta, como Hahnemann disse a Kardec no caso da srta. Júlia.
- Erasto confirmou o ensinamento, reafirmando que, naquela circunstância, era necessária uma ação material e moral e, ainda, uma ação puramente espiritual. Asseverou Erasto: “Isto vos demonstra o que deveis fazer d’agora em diante, nos casos de possessão manifesta. É indispensável chamar em vossa ajuda o concurso de um Espírito elevado, gozando ao mesmo tempo de força moral e fluídica, como o excelente cura d’Ars”.
            - O ponto essencial, como observa Kardec, era levar o Espírito obsessor a emendar-se, o que necessariamente deveria facilitar a cura. E foi o que se fez, evocando-o e lhe dando conselhos.

LEI DE CAUSA E EFEITO

Revista Espírita de 1868, p. 85:
- É preciso, para que ocorra a cura, que haja adequação das qualidades do fluido à natureza e à causa do mal. E tem mais: A maioria das moléstias, como todas as misérias humanas, são expiações do presente ou do passado, ou provações para o futuro; são dívidas contraídas, cujas conseqüências devem ser sofridas, até que tenham sido resgatadas. Não pode ser curado aquele que deve suportar sua provação até o fim.

Revista Espírita de 1867, item 97:
- A Revista transcreve uma longa comunicação assinada pelo Espírito do sr. Quinemant, na qual ele tece considerações em torno do magnetismo e do Espiritismo. Depois de lembrar que a doença material é um efeito e, enquanto persistir a causa, produzirá esta novos efeitos mórbidos, o que inviabiliza a cura, o comunicante descreve a íntima relação que existe entre o Espiritismo, a mediunidade e o magnetismo – que, desenvolvido pelo Espiritismo, “é a chave da abóbada da saúde moral e material da humanidade futura”. (Págs. 190 a 193.)

FUNDAMENTOS DO PASSE

NATUREZA DA AÇÃO
A ação do passe é fisiológica, mecânica.
Foi com a imposição de mãos que Ananias curou Paulo (Atos, 9:17).
(Ver “O Evangelho segundo o Espiritismo”, cap. 28:81.)

MECANISMO DO PASSE
Metabolismo controlado pelo centro coronário.

REQUISITOS INDISPENSÁVEIS
Equipe de tarefeiros preparada.

QUALIDADE DO PASSE

Depende do fluido transmitido pelo doador.