Vida em outros mundos
Existe vida fora da Terra?
"Há muitas moradas na casa de Meu Pai", disse Jesus no Evangelho de João, 14: 1 a 3,
e assim é. Deus não criaria o Universo para povoar somente um pequeno e atrasado
planeta que é a Terra. Há mundos habitados em vários graus de evolução e, segundo
os Espíritos Superiores, a Terra está em segundo lugar na categoria dos mundos, que
varia de mundos primitivos até mundos divinos, sendo nosso planeta um mundo de
provas e expiações.
Que tem o mundo espiritual a dizer sobre os seres extraterrestres? Eles existem?
Um dos princípios da Doutrina Espírita é a pluralidade dos mundos, portanto nada mais
natural que existam seres extraterrestres. Mas é preciso tratar do assunto com certa
reserva. A vida se manifesta por princípios lógicos e racionais. As leis orgânicas
observadas na Terra são as mesmas em qualquer lugar do Universo. Portanto, não há
razão para se acreditar em seres constituídos por outra matéria diferente daquela que
encontramos no nosso pequeno mundo. A Criação é a mesma em qualquer quadrante
que estiver o observador, assim como o mar é o mesmo em todos os pontos onde for
examinado.
Pode-se supor, no entanto, que futuramente teremos contatos com seres humanos de
outros mundos, de feições mais delicadas que as nossas, mas nunca os "monstrinhos"
que a imaginação fértil dos produtores de filmes tem apresentado à humanidade.
Também não dá para se admitir que aconteçam "guerras nas estrelas". As civilizações
mais adiantadas tecnologicamente e que viajam pelo Universo, são moralmente
elevadas e não possuem armas bélicas. Guerra é um procedimento de planetas
primários como o nosso.
Se os extraterrenos estiveram na Terra em algum período, não se sabe. Supõem-se que
sim. Se vão estar no futuro, também não se tem certeza. Se estão entre nós, devem ter
motivos para se manter em silêncio. Mas o assunto ainda está em aberto para ser
estudado por quem se interessa por ele. De concreto, ainda não se viu nada que
convença qualquer uma destas hipóteses.
Sexo na Espiritualidade
Os Espíritos fazem sexo após a morte? Eles conservam suas vontades sexuais?
Normalmente não há relação sexual após a morte, pois este é um ato ligado à
experiência no plano carnal. O que pode acontecer no mundo invisível, é que o Espírito
desencarnado ainda obcecado pelo sexo, envolva-se com outros da sua mesma
natureza e se mantenham alimentando-se mentalmente dos hábitos e costumes que
cultivaram em vida. É comum ligarem-se a pessoas encarnadas, cujas tendências lhes
são afins, para satisfazerem suas necessidades sexuais. Nos planos espirituais onde
habitam os Espíritos esclarecidos não há qualquer atividade no campo da sexualidade.
Existem almas gêmeas?
Não existem almas gêmeas no sentido que normalmente se dá a esse termo. Não há
um homem criado especialmente para uma mulher ou vice-versa. Essa idéia, usada Mensagens, Ensinamentos e Preces da Doutrina Espírita 19
para justificar paixões transitórias, é puramente humana e nada tem a ver com as
informações dadas pelos Espíritos superiores que revelaram a Doutrina Espírita. O
objetivo de todos os Espíritos é atingir a perfeição e nesse estado todos se
reconhecerão como verdadeiros irmãos.
A mediunidade
Todos somos médiuns?
Todos somos portadores da mediunidade natural que é o canal psíquico pelo qual
recebemos as influências boas ou ruins que estimulam as experiências do Espírito na
vida terrena. Porém, nem todos somos médiuns, conforme denominou Allan Kardec.
Então o que é um médium?
Segundo Allan Kardec, médium é todo aquele que sente a presença ostensiva dos
Espíritos, seria aquele que serviria de ponte entre o mundo visível e o invisível. A prática
da mediunidade é o intercâmbio entre o mundo físico e o mundo espiritual. A faculdade
mediúnica liga-se a uma disposição orgânica, porém o uso que se faz dela depende da
moralidade do médium e de seus conhecimentos espirituais.
Que são fluidos?
Os fluidos são o veículo do pensamento dos Espíritos, tanto encarnados quanto
desencarnados. Todos estamos mergulhados no fluido cósmico universal, substância
básica da Criação, que varia da imponderabilidade até a ponderabilidade. Os fluidos
espirituais estão impregnados dos pensamentos dos Espíritos, portanto varia de
qualidade ao infinito. A atmosfera fluídica é formada pela qualidade dos pensamentos
nela predominantes.
Podemos nos comunicar com outros Espíritos?
Sim. Todos somos Espíritos vivendo em planos diferentes da vida e estamos
mergulhados na atmosfera fluídica que nos rodeia e serve de elemento de contato.
Portanto, podemos nos comunicar com o mundo espiritual freqüentemente, seja através
da mediunidade ostensiva consciente, dos fenômenos inconscientes, das preces ou
intuições que recebemos constantemente do mundo espiritual.
Existe a incorporação de Espíritos?
No sentido semântico do termo não existe incorporação, pois nenhum Espírito
conseguiria tomar o corpo de outra pessoa, assumindo o lugar da sua Alma. O que
ocorre é que o médium e o Espírito se comunicam de perispírito a perispírito, ou seja
mente a mente, dando a impressão de que o médium está incorporado.
Na mediunidade equilibrada, o médium tem um maior controle de sua faculdade e o
fenômeno mediúnico acontece mais a nível mental. Nos processos obsessivos graves
(doenças mórbidas causadas por Espíritos inferiores), onde a mediunidade está
perturbada, podem ocorrer crises nervosas. Observadores de pouco conhecimento
podem achar que um Espírito mau apoderou-se do corpo do enfermo. Foi esse
fenômeno que deu origem às práticas de exorcismo.
Tenho bastante dificuldade para definir a diferença entre Clarividência, Vidência,
Audiência, Clariaudiência, Dupla vista.
A vidência e a clarividência são essencialmente anímicas. Trata-se da visão que o
próprio Espírito encarnado tem do mundo invisível. Não há interferência de Espíritos e
por isso não deveria (segundo Allan Kardec), ser considerada mediunidade. Mas, para
fins.de.classificação,.ele.é.tida.como sendo uma mediunidade. Mesmo nos casos em
que um Espírito amigo mostra um quadro projetado no ambiente astral, ainda assim, é o
médium quem vê. Há ajuda na formação do quadro, mas não na visão propriamente
dita.
