Livro Pelos Caminhos de Jesus, Cap. 17, Amélia Rodrigues – Divaldo Franco.
- Senhor! Como proceder com aqueles que nos agridem moralmente, através da calúnia, da traição, do adultério, da mentira, da infâmia? … São crimes que dilaceram a alma e não são passíveis de perdão, conforme penso. Que dizeis?
- Todos quantos nos apunhalam moralmente, temem-nos, invejam-nos, detestam-nos. A culpa é nossa, porquanto ainda não conseguimos inspirar-lhes amor. Quando o nosso amor lenir-lhes as doenças graves e perigosas do sentimento, eles se acalmarão ao nosso lado e ver-nos-ão por outra ótica, penetrando em nossa realidade íntima, que é de origem divina.
“Ulcerados interiormente, exteriorizam os seus tormentos atingindo o seu próximo com fria segurança de destruição.
“Mais do que os outros, que são agressivos físicos, circunstanciais, devemos encará-los como necessitados de compaixão e tolerância. O nosso amor logrará apresentar-lhes a outra face da vida e eles despertarão hoje ou tarde para o culto da solidariedade e do dever, respeitando o seu irmão e cooperando até mesmo com aqueles aos quais antipatizam e menosprezam.
“Estamos no mundo, para que haja paz e saúde, indispensáveis à felicidade.
“Não é fácil esta conduta, certamente, e o reconheço. Todavia, muitos são chamados para este cometimento, perém, somente poucos escolhidos logram alcançar as metas de libertação”.
“Os histriões de todos os tempos zombarão destes ensinos e os humoristas de todas as épocas provocarão sorrisos ante estas afirmações. Todavia, eles também são humanos e não marcharão indenes aos testemunhos, chegando o momento em que, equivocados, enfermos e esquecidos pelos seus adeptos e fãs, necessitarão de misericórdia e apoio. Nessa hora, estaremos vigilantes, distendendo-lhes socorro e a ajuda que valorizarão.”
