Aviso

Queridos irmaos o chat esta aberto a todos ...aqueles que sentirem necessidade pode la fazer sua prece individual...usem e fiquem a vontade pq a espritualidade presente ira acolher depende unicamente da fé de cada um.....
Muita paz e luz a todos

domingo, 3 de novembro de 2013

Convite à Felicidade

 

O meu reino não é deste mundo.
    (João: capítulo 18º, versículo 36.)
 Desnecessária a fortuna a fim de fruí-la.
Secundária a juventude de modo a gozá-la.
Dispensável o poder para experimentá-lo.

A felicidade independe dos valores externos, sempre transitórios, sem maior significação, além daquela que se lhes atribuem.

Quando na velhice, o homem repassa as evocações, os sucessos e lamenta a juventude vencida.

Na enfermidade, considera os tesouros da saúde
e sofre-lhe a ausência.

Diante da constrição da pobreza lembra as dá­divas das moedas e experimenta amargura por não as possuir.

Sob condições de dependência, padece não ser forte no mundo dos negócios ou da política, deixando-se afligir desnecessariamente.

Acicatado por problemas morais, angustia-se ao verificar o júbilo alheio daqueles que transitam guindados a situações de destaque ou exibindo sorrisos de tranqüilidade.

Isto por ignorar o testemunho de aflição que cada um deve doar no panorama da evolução inadiável, de que ninguém se pode eximir.

Felicidade é construção demorada, que se realiza interiormente a tributo de laboriosa ação sacrificial.

Sem características externas, a seu turno, quando invade o ser, exterioriza-se qual luz brilhante apri­sionada em redoma de delicado cristal...

Mesmo quando o homem consegue adicionar a juventude, o poder, a fortuna e a saúde aparente a felicidade não está implicitamente com ele.

Por essa razão, lecionou Jesus que o Seu Reino não é deste mundo, como a corroborar que a felici­dade não pode ser encontrada na Terra, por ser ainda
o  Orbe o domicílio expiatório e de provações onde todos forjamos a felicidade real, que virá só futuramente.

Realiza o teu quinhão de dever com devotamento e faze sempre o melhor a fim de que o aplauso da consciência tranqüila te conduza ao pórtico da felicidade real.

Não te exasperes face à desdita aparente. Nem te apegues ao júbilo momentâneo também ilusório.

De tudo e todos os estados retira o proveito da aprendizagem e, assim fazendo, a pouco e pouco perceberás que
a felicidade é conseqüência da auto-iluminação libertadora,
como decorrência do amor exercido em plenitude fraternal.

 
Joanna de Ângelis
Do Livro: Convites da Vida (Divaldo Pereira Franco