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Queridos irmaos o chat esta aberto a todos ...aqueles que sentirem necessidade pode la fazer sua prece individual...usem e fiquem a vontade pq a espritualidade presente ira acolher depende unicamente da fé de cada um.....
Muita paz e luz a todos

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

O Sofrimento segundo a Visão Espírita

O Sofrimento segundo a Visão Espírita

(O Evangelho Segundo o Espiritismo – Capítulo V – Bem-aventurados os Aflitos)

Em Mateus, Cap.V, vv. 5,6 e 10

- Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados,
- Bem-aventurados os famintos e os sequiosos de justiça, pois que serão saciados,
- Bem-aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, pois é deles o reino dos céus.

Em Lucas, Cap. VI, vv. 20 e 21

- Bem-aventurados vós que sois pobres, porque vosso é o reino dos céus,
- Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados,
- Ditosos sois, vós, que agora chorais, porque rireis.

- Mas ai de vós, ricos! Que tendes no mundo a vossa consolação,
- Ai de vós que estais saciados, porque tereis fome,
- Ai de vós que agora rides, porque sereis constrangidos a gemer e a chorar.


Quando o Mestre há aproximadamente 2.000 anos atrás exortou o sofrimento, não o fez fazendo apologia a este e sim como um chamamento a nos lembrar da lei universal de ação e reação, pois não viemos a este planeta para sofrer e sim para continuar a nossa evolução, reparar a nossa vida pregressa e desenvolver novos conceitos, rumo a perfeição como ser uno.
O Homem na maioria das vezes é o causador de seu infortúnio, quer seja neste plano ou no mundo do além túmulo.
O Homem, pois nem sempre é punido, ou punido completamente, na sua existência atual; mas não escapa nunca das conseqüências de suas faltas. A prosperidade do mal é apenas momentânea; que se ele não expiar hoje, expiará amanhã, ao passo que aquele que sofre está expiando o passado. O infortúnio que à primeira vista, parece imerecido tem a sua razão de ser, e aquele que se encontra em sofrimento pode sempre dizer:

“Perdoa-me, Senhor, porque pequei.”

Ao nascer, traz o homem consigo o que adquiriu, nasce qual se fez; em cada existência, tem um novo ponto de partida. Pouco lhe importa saber o que foi antes: se se vê punido, é que praticou o mal. Suas atuais tendências más indicam o que lhe resta a corrigir em si próprio e é nisso que se deve concentrar-se toda a sua atenção, porquanto, daquilo que se haja corrigido completamente, nenhum traço mais conservará. As boas resoluções que tomou são a voz da consciência, advertindo-o do que é bem e do que é mal e dando-lhe forças para resistir às tentações, advertindo-o do que é bem e do que é mal e dando-lhe forças para resistir às tentações.
Quando se fala em sofrimento, pensa-se logo em Jesus, idéia oriunda da antiga igreja da Idade Média (conhecida como idade das trevas), que surgiu, usando o “martírio do Mestre”, para nos subjugarmos e aceitarmos o seu dogma como verdade absoluta, mas esquecem-se que a história faz referência a outros líderes que enfrentaram dificuldades e perseguições em difundir a verdade perante o seu povo, como:
 Akenaton (1.500aC, no antigo Egito), promoveu uma reforma religiosa, abolindo o politeísmo, e desenvolvendo os estudos da vida pós túmulo e que após o seu desencarne, teve todas as suas idéias e práticas derrubadas pelos seus inimigos (sacerdotes de Amon), através de seu filho Tutankamon.
Sócrates (470aC, na antiga Grécia), o precursor do Espiritismo, defensor da vida após a morte e da reencarnação múltipla em processo evolutivo, também foi a exemplo do Mestre, perseguido, caluniado pelos seus inimigos e levado à morte por esses seus algozes e que mesmo sofrendo estes ataques, como Jesus, não abriu mão de sua missão de trazer o conhecimento e a fé raciocinada ao povo ignorante.
Os exemplos acima nos levam a raciocinar que o sofrimento é um processo comum a todos que intentam a defender e difundir a verdade e alertar a todos contra o fanatismo.
Muitas vezes o que julgamos ser sofrimento não passa de simples ajuste e mudanças de nossa condição atual e que geralmente nos induz ao progresso, pois a dor não resgata, nem purifica e sim nos indica que estamos no caminho errado, pois sofrer é se sentir só é não lembrar da presença do  Mestre.
Não podemos evoluir sem um pouco de esforço, pois ele regula a fé adquirida e este esforço muitas vezes é confundido com sofrimento, não viemos para sofrer e sim para sermos felizes e a felicidade depende de nosso aprendizado.