Há cerca de duas décadas relatou-nos o confrade Dirceu Abdala que um amigo de Goiânia levou o Chico Xavier, em Uberaba, sério problema. Disse que freqüentava determinada casa espírita, mas sentia que era muito "fraca", não havia manifestação dos espíritos, tudo muito suave, parecia mesmo que não se tratava de centro espírita.
Chico pergunta-lhe:
- Filho, o que eles fazem lá?
Responde o amigo:
- Ora, Chico, eles têm até muita coisa, centro espírita, casa de sopa, salas de evangelização, farmácia ,laboratório, creche, confecção etc. Trabalhar até que trabalham demais. Mas, não sei o porquê, sinto que o centro é "fraco".
Nosso queridíssimo médium, com a sabedoria e a paciência, a segurança e a simplicidade de que todos conhecemos, replica:
- Os espíritas estão como usurário que acumulou um saco de ouro e sentou em cima.
Desnecessário esclarecer que o tesouro ensacado é a nossa sagrada Doutrina.
Efetivamente, o Espiritismo é o grande tesouro de luz da humanidade. Mas, quando não irradiamos essa luz para o coração e a prática de uns para com os outros, em nosso relacionamento no cotidiano de nossas tarefas, estamos mesmo como o usurário da história.
Recordamos o fato acima, ao folhearmos a obra Doutrina e Aplicação. Apresentando o livro, lembra-nos o esclarecido amigo Emmanuel que "a Doutrina Espírita, em si, reúne instruções e diretrizes em todos os rumos, conclamando-nos a expressá-la em nosso próprio aperfeiçoamento espiritual e, sobretudo convidando-nos ao trabalho de solidariedade, em que se nos faça possível testemunhar o que aprendemos e ensinamos, no relacionamento de uns para com os outros.
De que vale uma enxada inerte, que se compraz tão somente em aguardar a vitória da ferrugem? Que dizer da lâmpada que se negasse a fazer luz, quando se encontra claramente preparada a fim de transmiti-la? Como interpretar a árvore que não entregasse os próprios frutos, em proveito das criaturas, de modo a guardá-los para a exaltação dos vermes? De que maneira qualificar um homem que possuísse uma biblioteca e que, além de menosprezar-lhe os livros, a encerrasse em sombra e poeira, acentuando o regalo das traças?
Não tenhamos dúvida. Chamados à aquisição do conhecimento superior, achamo-nos na condição de detentores do pão espiritual que nos compete repartir com os famintos de paz ou com as almas subnutridas de nossa própria estrada."
Portanto, irmãos, como acentua na mesma obra (página 43), o querido benfeitor, Dr. Bezerra de Menezes, "amemo-nos uns aos outros, segundo a palavra do Mestre que nos reúne, sem desarmonia, sem discussões ruinosas, sem desinteligências destrutivas, sem perda de tempo nos comentários vagos e inoportunos, amparando-nos, reciprocamente, pelo trabalho, pela tolerância salvadora, pela fé viva imperecível."
Chico pergunta-lhe:
- Filho, o que eles fazem lá?
Responde o amigo:
- Ora, Chico, eles têm até muita coisa, centro espírita, casa de sopa, salas de evangelização, farmácia ,laboratório, creche, confecção etc. Trabalhar até que trabalham demais. Mas, não sei o porquê, sinto que o centro é "fraco".
Nosso queridíssimo médium, com a sabedoria e a paciência, a segurança e a simplicidade de que todos conhecemos, replica:
- Os espíritas estão como usurário que acumulou um saco de ouro e sentou em cima.
Desnecessário esclarecer que o tesouro ensacado é a nossa sagrada Doutrina.
Efetivamente, o Espiritismo é o grande tesouro de luz da humanidade. Mas, quando não irradiamos essa luz para o coração e a prática de uns para com os outros, em nosso relacionamento no cotidiano de nossas tarefas, estamos mesmo como o usurário da história.
Recordamos o fato acima, ao folhearmos a obra Doutrina e Aplicação. Apresentando o livro, lembra-nos o esclarecido amigo Emmanuel que "a Doutrina Espírita, em si, reúne instruções e diretrizes em todos os rumos, conclamando-nos a expressá-la em nosso próprio aperfeiçoamento espiritual e, sobretudo convidando-nos ao trabalho de solidariedade, em que se nos faça possível testemunhar o que aprendemos e ensinamos, no relacionamento de uns para com os outros.
De que vale uma enxada inerte, que se compraz tão somente em aguardar a vitória da ferrugem? Que dizer da lâmpada que se negasse a fazer luz, quando se encontra claramente preparada a fim de transmiti-la? Como interpretar a árvore que não entregasse os próprios frutos, em proveito das criaturas, de modo a guardá-los para a exaltação dos vermes? De que maneira qualificar um homem que possuísse uma biblioteca e que, além de menosprezar-lhe os livros, a encerrasse em sombra e poeira, acentuando o regalo das traças?
Não tenhamos dúvida. Chamados à aquisição do conhecimento superior, achamo-nos na condição de detentores do pão espiritual que nos compete repartir com os famintos de paz ou com as almas subnutridas de nossa própria estrada."
Portanto, irmãos, como acentua na mesma obra (página 43), o querido benfeitor, Dr. Bezerra de Menezes, "amemo-nos uns aos outros, segundo a palavra do Mestre que nos reúne, sem desarmonia, sem discussões ruinosas, sem desinteligências destrutivas, sem perda de tempo nos comentários vagos e inoportunos, amparando-nos, reciprocamente, pelo trabalho, pela tolerância salvadora, pela fé viva imperecível."
Do Livro: Chico Xavier - Fonte de Luz e Bênçãos
Autores: Urbano T. Vieira e
Autores: Urbano T. Vieira e
Dirceu AbdalaAUTOR: Antônio Matte Noroefé
